
A história da via de contorno Américo Vespucio começou há seis décadas com a visão de criar um anel viário de quase 65 quilômetros ao redor da zona urbana de Santiago. Hoje, o crescimento da capital exige a conclusão desta obra monumental com o seu último e mais desafiador trecho: Américo Vespucio Oriente 2 (AVO II).
Esta seção de 5,2 quilômetros totalmente subterrâneos conectará as comunas de Ñuñoa, Macul, La Reina e Peñalolén. Ao dividir o trecho leste em AVO I e AVO II, este último permitirá percorrer a distância entre Príncipe de Gales e Los Presidentes em apenas cinco minutos através de dois túneis unidirecionais. Além do impacto nos tempos de deslocamento e na circulação de veículos pesados no subsolo, na superfície será desenvolvido um parque de 71.000 metros quadrados e 7 quilômetros de ciclovias, promovendo a mobilidade sustentável. A previsão é que esta autoestrada entre em operação durante o segundo semestre de 2028.
Construir túneis desta magnitude sob uma cidade ativa apresenta desafios críticos. Um dos maiores desafios da AVO II é que o seu traçado passa por baixo da Linha 4 do Metrô de Santiago e contempla escavações de grandes seções. Para garantir a segurança neste cenário, o controle do terreno deve ser absoluto.
Em uma entrevista recente na televisão, Enrique Díaz explicou como a Geosinergia aborda este desafio através do que ele define como um "Monitoramento Total".
Este conceito implica implementar medições de todos os tipos: topografia de alta precisão, soluções ópticas com medições manuais e tecnologia geotécnica em tempo real. O alcance da Geosinergia na AVO II não se limita apenas ao interior dos túneis; os sensores medem constantemente deformações e vibrações tanto nos edifícios vizinhos às escavações quanto diretamente nas vias da Linha 4 do Metrô, protegendo assim o entorno da obra.
Para que todas as partes interessadas do projeto possam visualizar este imenso volume de dados, a Geosinergia utiliza uma plataforma online avançada.
Uma das características da nossa Plataforma T4G é nos permitir visualizar diretamente a planta do projeto e, sobre ela, observar e analisar o avanço das escavações subterrâneas. Na planta do projeto, vemos diversos símbolos e cores que indicam os instrumentos instalados no terreno.
Ao interagir com a plataforma, os engenheiros podem acessar informações relevantes, como a localização onde um sensor específico está instalado e, o mais importante, através de gráficos de deformação atualizados, compreender as cargas, os movimentos e os esforços que o avanço das obras exerce sobre uma determinada seção. Estes gráficos são vitais, pois mostram linhas que representam os limites permissíveis:
Graças a este sistema, é possível verificar que, atualmente, todas as medições de assentamentos verticais e deformações na AVO II estão sob rigoroso controle e dentro dos parâmetros de segurança.
📊 Conheça mais sobre a nossa plataforma de monitoramento T4G, a tecnologia por trás deste controle visual e online: https://www.geosinergia.com/t4g
Convidamos você a ver e entender mais sobre este assunto no trecho seguinte da entrevista!
Se você quer conhecer todos os detalhes desta impressionante obra viária, não perca o episódio completo aqui: